Ao falar do impacto econômico e social da gripe aviária - já que uma medida de controle é a eliminação das aves -, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, informou que já foram abatidos mais de 120 milhões de frangos em todo o mundo em decorrência da doença. No entanto, o secretário descartou o risco de contágio pela alimentação, principalmente no Brasil, onde não há nenhum caso de gripe aviária. "Todos os casos em humanos aconteceram em pessoas que tiveram contato direto com as aves", explicou. Ele observou que, apesar dos inúmeros surtos já verificados no sudeste asiático e daqueles registrados recentemente na Europa, apenas 134 pessoas pegaram a doença, das quais 69 morreram.
Baixo risco
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, assinalou que a idéia é impedir a introdução do vírus da gripe aviária - o H5N1 - no Brasil ou, caso isso não seja possível, reduzir sua disseminação e seu impacto. Ele ressaltou que a região das Américas tem baixo risco para o surto da gripe em animais, mas pode ser atingida se houver uma pandemia. "No Brasil, não temos a presença da doença entre as aves, nem casos de transmissão a pessoas, mas todos precisamos estar preparados", reforçou.
O fortalecimento da vigilância epidemiológica da gripe é uma das ações já em andamento. Jarbas Barbosa informou que foi ampliada a rede de unidades sentinela, que chegaram a 46 em 21 estados. Nessas unidades, são colhidas amostras de secreções nasais e da faringe de pessoas com sintomas de gripe para identificar os subtipos virais presentes nas diferentes regiões e traçar estratégias para controle da doença.
Reportagem - Luciana Mariz
Edição - Regina Céli Assumpção
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