O designer gráfico José Carlos Nagot, que prestou depoimento hoje no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar , admitiu que prestou serviços para três pré-candidatos do PT, mas não passou recibo na época. Ele declarou o recebimento dos R$ 20 mil apenas em outubro último, depois que seu nome foi relacionado ao escândalo da compra de votos.
Nagot depôs como testemunha no processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Professor Luizinho (PT-SP). É relator no conselho o deputado Pedro Canedo (PP-GO).
"Capas-pretas"
O depoente relatou que chegou a questionar a procedência do dinheiro pago em espécie pelo ex-assessor de Luizinho José Nilson dos Santos, que também depôs hoje. Segundo ele, Santos respondeu brincando que conhecia os "capas-pretas" (membros da cúpula) do partido.
Oferta
O comerciário Daniel Barbosa, também arrolado como testemunha pelo relator, foi um dos candidatos a vereador pelo PT em Ribeirão Pires (SP) para quem Nagot elaborou logomarcas para a campanha de 2004. No conselho, ele afirmou desconhecer a origem dos R$ 20 mil repassados pelo ex-assessor de Professor Luizinho. Ele disse, inclusive, que não sabia se aquele serviço seria pago. "O Nilson me ofereceu e eu simplesmente aceitei, nunca soube nada sobre o valor pago e muito menos sobre a origem do dinheiro", sustentou.
Reportagem - Maria Clarice Dias
Edição - Sandra Crespo
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