O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), propôs que a comissão faça uma acareação entre Pizzolato e o ex-ministro Luiz Gushiken. O requerimento, que também foi assinado pelo relator-adjunto, deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), deve-se à conclusão dos dois parlamentares de que Gushiken sabia dos repasses da Visanet para a DNA.
Durante o depoimento de Pizzolato, Eduardo Paes levantou a possibilidade de a comissão pedir a prisão do ex-diretor. Ele disse que a situação de Pizzolato e de Gushiken piorou depois que a CPMI teve acesso aos documentos relativos aos repasses da Visanet. Segundo Paes, os valores não correspondem aos dos contratos de publicidade.
Imagem do BB
O presidente da CPMI, senador Delcidio Amaral (PT-MT), afirmou que o comportamento de Pizzolato na comissão "depõe contra a imagem" do Banco do Brasil. Segundo Delcidio, não se concebe que um diretor de uma instituição do porte do BB desconhecesse assuntos que dizem respeito à sua área de atuação.
O senador atribuiu as negativas do depoente à sua estratégia de defesa. "Isso depõe contra a história do BB e passa a falsa impressão de que o banco seria uma Torre de Babel, o que não é fato".
Prisão de Valério
O relator Osmar Serraglio reafirmou que solicitou à Polícia Federal a prisão de Marcos Valério. "Não faz sentido que não se tome uma providência mais drástica quanto a esse assunto", criticou.
Segundo Serraglio, Valério destruiu a documentação das empresas relativa ao período 1998/2002. A documentação de 2003 a 2005 é inconsistente, além de não fazer sentido, completou. "São contratos forjados, documentos baseados em leis inexistentes e notas fiscais falsas, entre outras irregularidades", enumerou o relator.
Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Rejane Oliveira
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