Em depoimento encerrado há pouco na CPMI dos Correios, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato admitiu que foi o ex-ministro Luiz Gushiken quem o autorizou a assinar a ordem de antecipação de pagamentos à agência DNA, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, por serviços prestados à Visanet. "A última instância decisória era Gushiken. O ex-ministro disse: assina, não há nada de inconveniente", relatou Pizzolato, em resposta ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).
O ex-diretor admitiu ainda ao sub-relator de Contratos da comissão, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que não havia razões para a antecipação dos pagamentos. De acordo com Cardozo, tudo leva a crer que Pizzolato favoreceu a DNA e, em troca, foi beneficiado por Marcos Valério. O ex-diretor é acusado de ter sacado R$ 326 mil das contas do empresário.
Novos nomes
Em seu depoimento, Pizzolato citou o nome de três diretores do Banco do Brasil que teriam levado a autorização para que ele assinasse: o vice-presidente de Varejo, Fernando Barbosa; o gerente de Cartões de Crédito, Douglas Macedo; e o gerente de Propaganda, Cláudio Vasconcelos.
Pizzolato informou ainda que o Banco do Brasil tinha três conselheiros na Visanet: o então presidente Cássio Casseb, o diretor Fernando Barbosa e Edson Monteiro. "Se a Visa não tivesse aceito, a antecipação não teria sido realizada", concluiu.
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Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Rejane Oliveira
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