A lista dos 13 fundos de pensão em que a CPMI dos Correios identificou indícios de irregularidades foi divulgada pelo deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ). "Durante as investigações, percebemos claramente operações normais e outras em que há a intenção de causar prejuízo ao fundo de pensão, com a viúva pagando a conta", criticou o parlamentar.
Os fundos e seus respectivos prejuízos são:
- Centrus (do Banco Central) - R$ 2,075 milhões;
- Eletros (Eletrobrás) - R$ 3,2 milhões;
- Funcef (Caixa Econômica)- R$ 50 milhões;
- Geap (Fundação de Seguridade Social) - R$ 24,8 milhões;
- Nucleos (Eletronuclear) - R$ 34,6 milhões;
- Petros (Petrobras) - R$ 64,8 milhões;
- Portus (antiga Portobrás) - R$ 347 mil;
- Postalis (Correios) - R$ 41,9 milhões;
- Prece (Cedae, a companhia estadual de água do Rio de Janeiro) - R$ 309 milhões;
- Real Grandeza (Furnas) - R$ 37 milhões;
- Refer (ferroviários) - R$ 3 milhões;
- Serpros (Serpro) - R$ 4 milhões; e
- Sistel (trabalhadores em telecomunicações) - R$ 153 milhões.
A Previ (do Banco do Brasil), maior fundo de pensão do País, também teve suas operações investigadas, mas não foi incluído na lista da CPMI porque não opera no mercado de derivativos da BM&F.
Pessoas envolvidas
A sub-relatoria de Fundos de Pensão da CPMI, que tem como relator o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto PFL-BA), também identificou três pessoas envolvidas nas operações com os fundos:
- Christian de Almeida Rego, filho do investidor Haroldo Pororoca e um dos sócios da Arbor, gestora com foco em fundos de pensão. Haroldo foi sócio da corretora Safic, inabilitada pela BM&F em 2002.
- Cristiano Costa Beber, concunhado do Christian.
- José Carlos Batista, sócio da empresa Guaranhuns Empreendimentos, Intermediações e Participações.
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rejane Oliveira
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