Um estudo recentemente divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que o crescimento econômico de um país está diretamente vinculado à qualificação dos servidores públicos. Por isso, o representante da Divisão de Administração Pública e Gestão do Desenvolvimento da ONU, José Manuel Sucre-Siffoni, defendeu no seminário uma reforma administrativa concentrada na qualificação do servidor público.
A ONU defende o estrito cumprimento da "meritocracia", sistema em que se considera o mérito do funcionário. Já o Banco Mundial, entre 1987 e 1996, apoiou 68 países em desenvolvimento na promoção de programas de reforma de pessoal.
Concurso x terceirização
O secretário-executivo da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, disse que o governo federal está comprometido com a adoção de medidas voltadas à superação dos problemas relacionados à administração pública. Ele citou como exemplo o aumento do número de servidores concursados em substituição à mão-de-obra terceirizada em todos os níveis de poder. "Muitos criticam esse tipo de medida, argumentando que o governo está inchando o serviço público", disse. Em 2005, o governo gastou R$ 97 bilhões com pessoal, valor que deve aumentar no próximo ano, de acordo com Santos.
Para ampliar a transparência nos gastos públicos, o Conselho Nacional de Secretários de Administração (Consad) deverá apresentar ano que vem uma sugestão ao Congresso Nacional para alterar a Lei de Licitações (8666/93). Segundo o presidente da Consad, Joevalter Correia Santos, já existe um Brasil que dá certo em administração pública. "Vários estados utilizam os pregões eletrônicos e economizam até 30% nos gastos públicos, cumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal e valorizam os servidores com a implementação dos planos de carreira", citou.
Reportagem - Maria Clarice Dias
Edição - Rejane Oliveira
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