A reunião de líderes terminou sem acordo entre governo e oposição sobre a possibilidade de convocação extraordinária para garantir o funcionamento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar , em janeiro. Os líderes da oposição deputados Rodrigo Maia (PFL-RJ) e Alberto Goldman (PSDB-SP) querem a convocação extraordinária se não houver nenhuma garantia jurídica para o funcionamento do Conselho de Ética, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios e da CPI dos Bingos. "É um preço baixo que a sociedade deve pagar para retirar os que não merecem estar entre nós. É mais econômico ter certas figuras afastadas do nosso convívio", argumentou Goldman.
Prejuízo à imagem
Já o líder do PSB, Renato Casagrande (ES), acha que a convocação extraordinária seria prejudicial à imagem da Câmara. "A convocação com despesas para o caixa público seria um desastre neste momento de alto descrédito da Casa. Seria fechar o ano de forma negativa", contrapôs. Para Renato Casagrande, o melhor caminho é a alteração do Regimento Interno da Câmara para permitir o funcionamento do Conselho de Ética em janeiro.
O líder do PT, Henrique Fontana (RS), também é contra a convocação extraordinária. Ele acredita na possibilidade de encontrar alguma solução que permita o funcionamento do Conselho de Ética sem a convocação extraordinária ou a autoconvocação. "O que a Câmara não fez neste ano, ela fará no ano que vem."
Votações
Sobre as votações do Plenário, Casagrande anunciou que hoje serão votadas as duas medidas provisórias que trancam a pauta e terá início a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 548/02, do Senado, que acaba com a verticalização das coligações . "Se não votarmos a PEC da Verticalização agora, não votaremos nunca mais. Esta é a última semana", destacou.
PT e PSDB são contra a derrubada da verticalização. Já o PFL e os partidos pequenos são favoráveis à aprovação da PEC.
Reportagem - Mauro Ceccherini
Edição - Francisco Brandão
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