O deputado Fernando Ferro (PT-PE) disse há pouco, no final de audiência pública que debateu novas tecnologias digitais, que a transição do modelo analógico para o digital deve levar em conta as características da TV brasileira, sem resultar em custos e problemas para uma parcela expressiva da população. "É importante desenvolver uma tecnologia mais acessível financeiramente, que permita a troca de equipamentos necessários ao sistema digital e que impeça a dependência externa", ressaltou Ferro.
Segundo o parlamentar, que junto com a deputada Mariângela Duarte (PT-SP) pediu a realização da audiência, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática continuará, na próxima semana, a debater o assunto.
Excluídos
A vice-presidente da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), Liliana Nakonechnyj, afirmou, durante o debate, que o importante é o Brasil não ter, ao longo desse processo de migração tecnológica, "os excluídos da TV digital". A palestrante ressaltou a importância das pesquisas feitas no País, priorizando a tecnologia nacional, mas lembrou que os componentes têm que ser globalizados, já que os receptores podem se tornar caros ou não acompanhar a evolução mundial.
De acordo com Liliana, a SET criou grupo de trabalho, desde 1994, para estudar a tecnologia digital e as modificações de um plano de freqüência de TV.
Ela explicou que a qualidade da imagem é tecnicamente dividida em cinco níveis, sendo que o grau 5 equivale à imagem perfeita. Segundo a representante da SET, para acomodar os canais digital e analógico, pode ocorrer a interferência de grau 3 - quando a imagem já não é tão nítida, principalmente em cidades como São Paulo, que possuem grande quantidade de canais dentro da freqüência para TV.
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Reportagem - Simone Salles
Edição - Sandra Crespo
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