A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios vai retomar as atividades na próxima terça-feira (3), às 9 horas, com depoimentos na sub-relatoria de Contratos.
Os parlamentares ouvirão o suposto advogado da empresa aérea Skymaster Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo. O segurança da Cortez Câmbio e Turismo Francisco Marques Carioca declarou à CPMI que repassou ao advogado R$ 1,036 milhão, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001.
O sub-relator de Contratos, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), suspeita que o dinheiro tenha sido utilizado para pagamento de propina pela Skymaster, que é acusada de fraude em licitações do Correio Aéreo Noturno. A Cortez Câmbio e Turismo fazia transações para a empresa aérea em Manaus. A Skymaster nega que o advogado seja seu empregado.
Carioca voltará a ser ouvido pela sub-relatoria de Contratos na próxima terça-feira. No mesmo dia, vão depor ainda os sócios da Skymaster Reginaldo Reges Menezes Fernandes e Eder Jouber Cabo Verde, e o sócio da Cortez Câmbio e Turismo Carlos Alberto Taveira Cortez.
Combate à corrupção
Em 10 de janeiro, a sub-relatoria de Normas de Combate à Corrupção ouvirá o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf ), Antonio Gustavo Rodrigues, às 10 horas. Também será ouvido naquele dia o diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Darcy da Silva Alves, às 14h30.
O depoimento do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Adylson Motta, foi transferido do dia 12 para o dia 19 de janeiro.
Fundos de pensão
Na sub-relatoria de Fundos de Pensão, vão depor quatro diretores de investimentos da Prece Previdência Complementar (fundo dos funcionários da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Em 11 de janeiro, às 14 horas, serão ouvidos Pedro Evandro Ferreira e Magda das Chagas Pereira. Em 12 de janeiro, no mesmo horário, é a vez de Pedro José Mercador Mendes e de Ricardo Afonso das Neves Leitão.
A Prece é um dos 13 fundos de pensão que, segundo o sub-relator Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), tiveram perdas de cerca de R$ 730 milhões em operações no mercado de derivativos da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Relatório parcial apresentado pelo deputado indica que a Prece foi a instituição que acumulou maiores prejuízos, totalizando R$ 309 milhões.
O local das reuniões ainda não foi definido.
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Da Redação/FB
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