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Parlamentares acham que segurança quer proteger alguém

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 28 de dezembro de 2005
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Parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios estão convictos de que o segurança Francisco Marques Carioca, que trabalha para a Cortez Câmbio e Turismo, está omitindo a verdade para proteger alguém. Carioca está depondo na Sub-Relatoria de Contratos sobre saques bancários no valor de R$ 1,036 milhão que fez para o advogado Marcos Pinto, da empresa aérea Skymaster, acusada de fraude em licitações dos Correios. A Cortez fazia transações para a Skymaster em Manaus.

Embora tenha admitido os saques, realizados, segundo documentos da CPMI, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001, em Manaus, Carioca diz não se lembrar para onde levava o dinheiro, mesmo tendo nascido em Manaus e morado lá durante toda a vida.

Prisão temporária

O sub-relator de Contratos, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), chegou a oferecer a Carioca participação no programa de proteção de testemunhas federais ou a tomada do depoimento em reunião secreta, mas ele recusou. Cardozo também entrou em contato com a Procuradoria Geral da República para avaliar a possibilidade de decretar a prisão temporária do segurança, diante da desconfiança de que esteja mentindo à CPMI.

Carioca disse que recebia R$ 50 por saque efetuado e que, por estar prestando serviço a um advogado, acreditava que era um dinheiro lícito. Por isso, nunca teria procurado saber a origem do dinheiro. Ele disse ainda ter conhecido Marcos Pinto enquanto trabalhava como segurança de uma boate.

O depoente negou estar mentindo à comissão. "Você acha que vou para o tronco para salvar o senhor da senzala?", perguntou aos integrantes da CPMI.

O depoimento prossegue na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Newton Araújo Jr.

Edição - Marcos Rossi

 

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