O chefe do Departamento de Negócios e Operações na Internet dos Correios, Antonio de Paula Braquehais, admitiu ao sub-relator de Contratos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que não foi aberta sindicância para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo coordenador-técnico Maurício da Silva Marinho, filho do ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho.
As irregularidades teriam sido a não cobrança de multa à Brasil Telecom em novembro de 2004 - falha detectada em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em agosto deste ano, quando só então a multa foi cobrada e paga -; a falta de controle das horas de serviço prestadas na manutenção dos serviços feita pela Mandic, sub-contratada pela Brasil Telecom; e o pagamento de 600 horas à Brasil Telecom três dias depois da assinatura do termo aditivo do contrato, em 21 de janeiro de 2005.
Braquehais disse, em relação às 600 horas pagas, que foram uma compensação por serviços prestados anteriormente. Sobre as outras possíveis irregularidades, ele não soube afirmar por que não houve sindicância.
A Brasil Telecom foi contratada pelos Correios em junho de 2002 e o termo aditivo, relacionado ao programa de e-mail gratuito da estatal e ao "Fale com os Correios", estendeu o contrato até junho de 2006.
O depoimento de Braquehais foi encerrado há pouco. Em seguida, será ouvido o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material da estatal Adauto Tameirão Machado, que antecedeu Maurício Marinho no cargo.
A CPMI está reunida na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Marcos Rossi
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