Questionado sobre a razão de o Congresso não ter aprovado novas normas eleitorais já para as eleições de 2006, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse que o fim do prazo para votar matérias de reforma eleitoral coincidiu com a crise que culminou com a substituição do ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti. Ele argumentou se seria possível convocar eleições para a sucessão da Presidência da Câmara e votar matérias tão importantes ao mesmo tempo.
Aldo afirmou, no entanto, que a redução dos custos de campanhas ainda poderá ser aprovada e vigorar já para as próximas eleições. Ele lembrou que consultou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Velloso, e o ministro concordou que as propostas sobre custos de campanha não afetam o processo eleitoral e não estão sujeitas ao prazo de um ano.
Aldo argumentou ainda que é um equívoco pensar em legislar para que as medidas entrem em vigor de imediato. "Deveríamos discutir mudanças a longo prazo, pois os temas nessa área são os mesmos há mais de um século".
Pauta garantida
Questionado sobre garantias de que assuntos como a redução do recesso parlamentar, o fim dos pagamentos extras em períodos de convocação do Congresso e parte da reforma política serão votados durante a convocação, ele disse que, como presidente ele tem prerrogativa de elaborar a Ordem do Dia (pauta de votações), mas não pode dar garantia que as matérias serão aprovadas.
Ele está otimista, no entanto, que haverá compreensão dos parlamentares sobre a importância dos temas e acredita que poderá haver um consenso para a aprovação das matérias.
A entrevista ocorre no auditório da TV Câmara.
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Reportagem - Geórgia Moraes
Edição - Paulo Cesar Santos
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