O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse há pouco que caberá agora à Justiça julgar a utilização de caixa dois pelo deputado Romeu Queiroz (PTB-MG), que admitiu a prática e foi condenado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, mas acabou absolvido pelo Plenário no processo de cassação de mandato. Para Aldo, foi um julgamento político, mas é evidente que o uso de caixa dois é crime.
Aldo afirmou que alguns líderes partidários defendem a transferência do julgamento de deputados para o Judiciário. Em sua opinião, essa é uma discussão que pode ser levada adiante na Casa, mas ele é favorável à manutenção do julgamento dos processos na Câmara, preservando a autonomia do Plenário para avaliar os parlamentares. O deputado destacou ainda que o número de condenações de políticos na Câmara é muito maior do que no Judiciário. "Os processos na Câmara são mais rápidos e mais rigorosos", afirmou.
Autoconvocação
Sobre a ordem da pauta da autoconvocação do Congresso, Aldo disse que não tem como definir quando serão discutidos e votados o projeto que cria o financiamento público de campanha e a proposta de redução do período de recesso parlamentar, pois já existem duas medidas provisórias trancando a pauta e outros projetos de lei, como o da Super-Receita, que tramitam em regime de urgência e têm preferência para votação.
O presidente da Câmara disse também que preferiu fazer a convocação para sessões do Plenário a partir de 16 de janeiro para não correr o risco de falta de quorum no que chamou de "período crítico", do final de dezembro ao começo de janeiro. Ele afirmou ainda que esperava começar os trabalhos do Plenário com alguma votação já concluída no Conselho de Ética. No entanto, o conselho só voltará a reunir-se no dia 9 de janeiro e não concluirá nenhum novo processo antes do dia 16.
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Reportagem - Maria Clarice Dias
Edição - Marcos Rossi
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