O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, afirmou que a investigação das denúncias sobre o chamado "mensalão" não prejudicou os trabalhos legislativos em 2005. Ele citou como exemplo a aprovação da Lei de Biossegurança (11116/05), que disciplina o uso, a pesquisa e a exportação de organismos geneticamente modificados, e também a legislação que permitiu a criação de consórcios de municípios, estados e da União para melhorar a infra-estrutura e o saneamento básico. Outra votação mencionada pelo presidente foi a relativa à Medida Provisória 255/05, conhecida como a nova MP do Bem. Essa medida, disse, estimulou "o compromisso fundamental do governante, que é gerar empregos".
"Não adianta aprovar centenas de leis inócuas. O importante não é o número de leis, mas a qualidade das leis aprovadas. A Câmara não é uma linha de montagem de legislação", sustentou.
participação popular
O presidente receitou como saída para a crise vivida em 2005 o aumento da participação popular na política. "Quem atua na política está em contato quase que carnal com a tragédia, mas não há como substituir a política", afirmou.
Aldo observou que, ao mesmo tempo em que as investigações exibiram os vícios do Poder Legislativo, também demonstraram a força na averiguação das denúncias. "A atitude de investigar os próprios integrantes com rigor e transparência é única no Brasil. Normalmente, as corporações buscam proteger seus integrantes; já a Câmara procura investigar e punir", ressaltou o presidente.
A entrevista coletiva de Aldo Rebelo ocorre no auditório da TV Câmara.
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Reportagem - Francisco Brandão
Edição - Sandra Crespo
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