O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, defendeu que o País adote o orçamento impositivo, que obrigaria o Poder Executivo a investir toda a verba prevista, sem poder realocá-la. Atualmente, o Orçamento é autorizativo, ou seja, o Executivo não é obrigado a executar os valores votados pelo Legislativo. "O orçamento impositivo será melhor para o Congresso, para o governo e para a população", considera Aldo.
No ano que vem, o presidente da Câmara enviará uma delegação de parlamentares a dois países que aplicam esse tipo de sistema orçamentário - entre eles os Estados Unidos - para estudar a legislação estrangeira. Ele acredita que será possível começar a aplicar o orçamento impositivo a partir de algumas rubricas, como, por exemplo, a das emendas parlamentares. "Os deputados e senadores, independentemente de serem oposição ou situação, devem ter garantida a execução de suas emendas", defendeu.
Para ele, o orçamento autorizativo não é discutido devidamente no Congresso e sempre é aprovado "no apagar das luzes" dos trabalhos. "Do jeito que é, o Orçamento só é discutido de fato durante a execução", criticou.
Da Reportagem/FB
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