O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse há pouco em entrevista coletiva que é favorável ao orçamento impositivo, que obrigaria o Poder Executivo a investir toda a verba prevista, sem poder realocá-la. Para ele, um outro mecanismo de uso do dinheiro público será melhor para o Congresso Nacional, para o governo e para a população.
Aldo vai enviar uma delegação de deputados a dois países que têm esse sistema, um deles os Estados Unidos, para estudar como criaram o mecanismo e criar projetos para que o orçamento impositivo seja aplicado no Brasil.
Aldo acredita que é possível começar a aplicá-lo a partir de alguma rubricas, como, por exemplo, a das emendas parlamentares. Em sua avaliação, os deputados devem ter a garantia de que suas emendas serão executadas independentemente de serem da situação ou da oposição.
Ele também critica o mecanismo atual do orçamento porque ele sempre é votado no "apagar das luzes" do trabalho da Câmara e só é discutido de fato na hora da execução, quando o governo envia propostas para o Congresso aprovar.
Imagem da Câmara
Aldo acredita que em 2006 será possível recuperar a imagem da Câmara, especialmente se aprovados os projetos que reduzem o período de recesso parlamentar e limitam o pagamento de salários extras aos deputados durante as convocações extraordinárias.
Reportagem - Maria Clarice Dias
Edição - Marcos Rossi
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