O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, disse há pouco que foram liberados, nesta semana, R$ 37 milhões para a modernização dos laboratórios do ministério. Maciel fez o anúncio durante de audiência pública sobre febre aftosa no Paraná, promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.
Em resposta aos demais palestrantes, o coordenador-geral de Combate às Doenças do ministério, Jamil Gomes de Souza, ressaltou que os níveis de resultados positivos na testagem sorológica apresentada pelo País para a Organização de Sanidade Animal (OIE) são sempre inferiores a 1%. Segundo ele, níveis superiores a esse, mesmo sem a incidência de focos, já não seriam aceitos para se considerar uma área livre da aftosa.
Intransigência
Na audiência pública, os dois professores presentes classificaram como "intransigência" dos representantes do ministério a atitude de não aceitar os argumentos apresentadas pelos cientistas. Tanto o coordenador do curso de medicina veterinária do Centro Universitário de Maringá (Cesumar/PR), professor Raimundo Alberto Tostes; quanto o professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Amauri Alfieri levantaram, durante o debate, a possibilidade de não existir o foco no Paraná, e sim, resultados "falsos positivos" nos testes feitos com os animais, devido aos efeitos da vacina.
A audiência pública já se encerrou.
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Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Sandra Crespo
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