A comissão externa da Câmara que analisou o conflito entre ambientalistas e moradores de três municípios que utilizam a Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu (PR), aprovou relatório do deputado Assis Miguel do Couto (PT-PR) que recomenda a reabertura da estrada e a definição de um novo plano de manejo para o parque.
Segundo o deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR), integrante da comissão, a idéia é criar uma estrada-parque. "Ela teria baixo impacto ambiental, pavimentação de pedras, fechamento no período noturno, proibição de transporte de cargas perigosas e capacidade definida de fluxo de veículos", explicou.
O chefe do parque, Jorge Luiz Pegoraro, porém, afirma que é preciso avaliar o impacto ambiental da medida. "Ambientalmente falando, a abertura de estrada ou trilha dentro da floresta causa impacto. E os impactos são visíveis, principalmente em relação à fauna, flora e recursos hídricos", alertou.
O conflito
A Estrada do Colono tem apenas 18 quilômetros e foi fechada por uma liminar judicial. O argumento dos ambientalistas é que sua utilização causa impactos negativos para o Parque Nacional do Iguaçu. Mas os moradores dos municípios de Capanema, Serranópolis do Iguaçu e Medianeira, principalmente produtores rurais, lutam por sua reabertura para transporte de carga e pessoas.
De 1986 para cá, houve várias tentativas de reabrir a estrada à força. Hoje, porém, segundo Jorge Luiz Pegoraro, o clima é tranqüilo. "A última invasão ocorreu em outubro de 2003. De lá para cá, estamos fazendo vários trabalhos junto à comunidade e já há um entendimento grande com os municípios vizinhos ao parque. Nesse momento, estão ocorrendo algumas manifestações, mas sem invasão", informou.
O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 e a Estrada do Colono foi aberta na década de 50 por trabalhadores de outros estados que foram para a região.
Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Rejane Oliveira
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