O sub-relator de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), pretende divulgar nesta semana os nomes dos beneficiários de ações que teriam gerado prejuízos milionários aos principais fundos do País. Segundo o deputado, a comissão está analisando o perfil das 50 instituições ou pessoas físicas que mais teriam lucrado com as operações.
Magalhães informou que pelo menos uma das empresas beneficiárias - cujo nome ele não quis revelar - está envolvida no esquema organizado pelo empresário Marcos Valério de Souza, suposto operador do "mensalão". "Teremos facilidade de evidenciar que as ações que geraram perdas para os fundos foram direcionadas a certos grupos. Existem casos em que não pairam dúvidas quanto à prática de irregularidades. Outros exigem maior aprofundamento, pois envolvem instituições que, a priori, são insuspeitas, mas que podem ter sido utilizadas para operações irregulares."
Depoimentos
O sub-relator informou ainda que a CPMI deverá começar a ouvir nesta semana os supostos envolvidos nas ações. Os primeiros a depor serão os diretores do Prece, o fundo da Companhia Estadual de Água do Rio de Janeiro. A instituição, segundo levantamento da comissão, teve prejuízo de R$ 309 milhões, o maior entre os fundos investigados.
Na semana passada, Magalhães Neto apresentou dados preliminares sobre o caso. No total, 13 fundos teriam tido perdas de cerca de R$ 730 milhões em operações na Bolsa de Mercadorias e Futuros, nos últimos cinco anos. A suspeita é de que os investimentos mal sucedidos possam ter sido feitos propositalmente, para beneficiar determinados grupos.
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Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição - Rejane Oliveira
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