O relator da Reforma Política , deputado Rubens Otoni (PT-GO), apresenta nesta terça-feira, em entrevista coletiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, seu relatório final. A entrevista será às 14 horas.
Na opinião do presidente da comissão, deputado Maurício Rands (PT-PE), os parlamentares estão mais receptivos à mudanças após as eleições municipais. Isso se deve, segundo ele, aos abusos econômicos, à compra de votos, às legendas de aluguel, à falta de coesão partidária, que foram verificadas nas últimas eleições.
Principais pontos
Maurício Rands defende quatro pontos contidos no projeto de lei que altera as regras políticas:
- O primeiro é a lista partidária. Os parlamentares são eleitos em listas pré-ordenadas, ou seja, em ordens fixadas pelos partidos. Os partidos têm direito a cinco vagas. Essas cinco vagas, segundo o PL 2679/03 , serão preenchidas de acordo com os cinco primeiros nomes indicados na convenção partidária.
- O segundo ponto é o do financiamento público no mesmo projeto. Então seria proibido qualquer financiamento privado, para diminuir a influência do poder econômico. Todo o custeio das eleições seria feito pelos partidos.
- O terceiro ponto é das federações de partidos ; o projeto quer acabar com as coligações e aderir as federações, fixadas nacionalmente com a duração de, pelo menos, três anos.
- O quarto ponto é a cláusula de barreira , de 2% do eleitorado nacional, distribuídos em pelo menos nove estados, elegendo um deputado federal de pelo menos cinco estados.
Listas partidárias
O presidente da CCJ afirma que a sugestão das listas partidárias é bastante polêmica. No entanto, ele vai apresentar uma emenda ao projeto para que seja feita uma lista mista, da seguinte forma: as vagas preenchidas pelo partido seriam metade indicadas pelas convenções partidárias, e outra metade pela ordem de votação dos candidatos de cada partido, ou seja, fixada pelo eleitor.
Maurício Rands acredita que o final deste ano e o início de 2005 é o momento propício para aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro, já que 2006 é ano de eleições.
No próximo dia 17, haverá uma audiência pública na CCJ com as lideranças de todos os partidos para debater a reforma política.
Reportagem - Danielle Popov
Edição - Ana Felícia
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