A Câmara Americana de Comércio (Amcham) e a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados realizarão no próximo dia 11, em Brasília, o Seminário "Agenda Competitividade Brasil". O evento será realizado no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados e tem o apoio institucional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Movimento Brasil Competitivo, da Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade e do International Finance Corporation.
O objetivo do seminário, de acordo com os organizadores, é estimular a interlocução sistemática entre comunidade empresarial e os poderes Legislativo e Executivo com a finalidade de construir uma agenda para a melhoria da competitividade no Brasil. Entre os palestrantes estão o presidente da A.T. Kearney Latin América, Mark Essle; o presidente do Conselho da Amcham, Sergio Haberfeld; o presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, deputado Gonzaga Mota(PSDB-CE); o secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Carlos Gastaldoni; o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Luiz Pereira da Silva; o diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo, José Fernando Mattos; os deputados Arlindo Chinaglia (SP, líder do PT na Câmara; e Júlio Redecker (PSDB-RS).
Três painéis
Serão debatidas ações para influenciar políticas e promover um ambiente de negócios competitivo e atraente ao investimento no Brasil. Os três principais painéis programados são: "Agenda Competitividade", "O custo de se fazer negócios no Brasil" e "A indústria de serviços no Brasil: relevância, falta de incentivos e agenda de mudança".
No seminário será apresentado um documento inédito do International Finance Corporation (IFC), órgão do Banco Mundial, feito em parceria com a Amcham, Demarest & Almeida Advogados, CNI, Fiesp/Ciesp e Sebrae. O estudo foi elaborado para dar continuidade ao relatório Doing Business in 2004 do Banco Mundial e propõe medidas para aumentar a competitividade das empresas brasileiras nas questões trabalhistas, tributárias, regulatórias e de comércio exterior.
Comércio internacional
Os organizadores do seminário alertam que é preciso reverter o quadro de perda de competitividade que o Brasil enfrenta, pois apesar das exportações terem triplicado, caiu a participação no mercado internacional (de 1,31% em 1985 para 0,98% em 2003) e a atratividade como destino de investimentos diretos.
De 2003 para 2004, o Brasil perdeu oito posições no ranking das nações mais atrativas para investimentos diretos no Foreign Direct Investment Confidence Index (FDICI) da A.T. Kearney. Já fomos o segundo País mais atrativo em 1998 e hoje ocupamos o 13° lugar, muito perto do final da lista de 25 países. Outros estudos, como o Global Competitiveness Report, mostram a mesma tendência de declínio e aponta uma queda do Brasil da 54° posição para a 57°, e o Painel de Indicadores de Competitividade da Amcham, no qual o país caiu duas posições.
Confira a programação do Seminário
Da Redação/PCS
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