O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Órgãos, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), acredita que o Supremo Tribunal Federal (STF) não deverá acatar a denúncia do Ministério Público Federal (MP) de abuso de autoridade na CPI. O MP deu entrada ontem com denúncia no STF contra o deputado, acusando-o de abuso de autoridade por ter dado voz de prisão a duas testemunhas que se recusaram a prestar depoimento em reunião da CPI, em maio passado, no Estado de Pernambuco.
Defesa
Neucimar Fraga defende-se afirmando que a CPI convocou as duas pessoas na qualidade de testemunhas e, por isso, elas não poderiam se recusar a depor. Como ficaram caladas, o presidente da CPI determinou a prisão em fragrante das duas testemunhas convocadas. O deputado salienta ainda que elas estavam sob juramento. No entanto, as testemunhas seguiram a orientação do advogado para que ficassem em silêncio.
Diante disso, Neucimar Fraga acredita que o Ministério Público vai rever a decisão. "Nós estamos trabalhando pelo País e o ministério público deveria estar preocupado realmente é com os bandidos que estavam aliciando pessoas carentes da periferia de Pernambuco para leva-las para o África do Sul, onde era feita a retirada de órgãos. A CPI está fazendo um grande trabalho para o Brasil", afirma o deputado.
A CPI do Tráfico de Órgãos funciona há oito meses e o relatório final deve ser votado ainda neste mês.
Reportagem - Alexandre Lemos
Edição - Ana Felícia
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