A Comissão de Sindicância, criada para apurar denúncia contra o deputado André Luiz (PMDB-RJ) do Rio de Janeiro, volta a se reunir nesta quinta-feira, em Brasília. O parlamentar é acusado de extorsão contra o empresário Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O parlamentar classifica a denúncia como uma armação política para comprometê-lo. Na reunião desta quinta-feira, os integrantes da comissão de sindicância terão acesso às gravações e à integra do relatório da CPI da Loterj, que pediu o indiciamento de Carlinhos Cachoeira e de outras 19 pessoas.
Segundo o deputado Antônio Carlos Mendes Thame, membro da Comissão de Ética da Câmara, é muito cedo para prever os rumos que o processo deve tomar, mas adiantou que, se for comprovada a denúncia, a comissão poderá propor até a cassação do mandato do parlamentar. "Se for comprovada e a análise da Comissão de Ética for de que o deputado realmente cometeu um ato ilícito, faltou com o decoro parlamentar, a comissão pode, inclusive, propor a abertura de um processo de cassação. Essa é a pena máxima a que o deputado está sujeito dentro da Câmara dos Deputados".
Prazo de defesa
O prazo para que o deputado André Luiz apresente formalmente sua defesa junto à comissão de sindicância vence na sexta-feira (5). Na semana passada o presidente João Paulo Cunha disse que todas as denúncias de corrupção envolvendo parlamentares serão investigadas.
A comissão de sindicância tem um prazo de 30 dias para apresentar um relatório final. A relatora é a deputada Iriny Lopes (PT-ES).
Reportagem Giulianno Cartaxo
Edição Paulo Cesar Santos
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