Foi aberta nesta terça-feira, no hall da Taquigrafia da Câmara, a exposição 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O espaço foi transformado em um grande painel onde palavras de ordem, apelos por justiça ou desabafos podem ser deixados por escrito. Diante de cada frase dessa, não é possível que as pessoas não reflitam, sejam vítimas, agressores, políticos ou líderes que determinam os rumos do País, disse a presidente da Comissão Especial da Mulher, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
A exposição é promovida pelas comissões do Ano da Mulher na Câmara e no Senado e integra campanha internacional patrocinada pelo Centro para Liderança Global das Mulheres, desde 1991, em cerca de 130 países. O tema da campanha deste ano é Pela Saúde das Mulheres, Pela Saúde do Mundo, Basta de Violência.
Vida sem violência
Ao abrir a exposição, Jandira Feghali lembrou que a vida sem violência é um direito que não pode ser negado às mulheres. Essa luta teve vários momentos, o que muda são os protagonistas e os contextos históricos e políticos, além da maior consciência das mulheres, afirmou.
Para a representante da entidade Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (Agende), Letícia Massula, a exposição é uma manifestação em favor dos direitos humanos. "Infelizmente, a mulher não sabe de seus direitos ou tem medo de denunciar o agressor, lamentou. Com a campanha, a que não sabe vai saber, e a que tem medo vai ter força para dar um basta e sair da situação de violência.
As estatísticas confirmam a preocupação de Massula. No Brasil, uma mulher é espancada a cada 15 minutos. E no Distrito Federal, das 300 denúncias apresentadas todo mês à Delegacia de Atendimento à Mulher, 70% são dirigidas contra maridos ou companheiros.
Reportagem Mércia Maciel
Edição Rejane Oliveira
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