A morte do economista Celso Furtado, ocorrida no último sábado, foi o tema dominante da sessão de hoje da Câmara. Durante toda a tarde, deputados de diferentes partidos foram à tribuna elogiar a atuação do ex-ministro, integrante da Academia Brasileira de Letras e criador da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
O deputado Marcondes Gadelha (PTB-PB) apresentou requerimento de convocação de uma sessão solene para homenagear o economista. Pensador fecundo, pesquisador incansável, nem por isso Celso Furtado se permitiu ficar entrincheirado por trás de uma pilha de livros, lembrou. Já o deputado Luiz Couto (PT-PB) sugeriu que o Instituto Nacional do Semi-Árido seja batizado com o nome de Furtado e afirmou que o ex-ministro procurou fazer da economia um instrumento de inclusão das classes sociais menos favorecidas.
Ao destacar a contribuição de Furtado para o Nordeste, o deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu, através do ministro Ciro Gomes, para colaborar com sugestões para a recriação da Sudene. Para Gonzaga Patriota (PSB-PE), o Brasil perdeu seu timoneiro. O Brasil perdeu um homem que desbravou o Nordeste, região que era esquecida e começou a se desenvolver, disse.
O deputado Carlos Nader (PL-RJ) disse que o Brasil está de luto e apontou Furtado como um dos cidadãos brasileiros que mais pensaram em seu país. Ele marcou sua existência, como poucos, pelo objetivo do desenvolvimento, pela igualdade entre as pessoas e por um país mais justo com seu povo, elogiou.
Reconhecimento internacional
Celso Furtado nasceu em 1920 na cidade de Pombal, na Paraíba. Após completar o ensino médio, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou Direito, trabalhou como jornalista e ingressou no serviço público. Em 1948, doutorou-se em Economia pela Universidade de Paris e, no ano seguinte, passou a integrar a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
O economista teve seu trabalho reconhecido não só no Brasil, onde foi ministro de Estado duas vezes, mas também em diversas universidades européias e americanas, onde lecionou.
Reportagem Vânia Alves
Edição Rejane Oliveira
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17 de novembro de 2008 as 11:39
A morte do economista Celso Furtado é uma grande perda para o Brasil e mesmo para o mundo.Êle era um dos cientistas sociais mais respeitados em todo o mundo sobretudo pela seiriedade e coerência de suas colocações.Notabilizou-se também por ser um excelente viabilizador de idéias teóricas à prática tal como mostrou com a implantação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste(SUDENE) que se tranformou numa das mais bem sucedidas organizações para o desenvolvimento de região menos desenvolvidas.Infelizmente antes de concluir os seus elevados objetivos teve alterada a sua vinculação e reduzidos os seus instrumentos e recursos.