A liderança do Governo na Câmara usará uma nova estratégia, a partir da próxima semana, para viabilizar a retomada das votações na Casa. Segundo o vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS), as negociações passarão a ser feitas com cada partido aliado, e não mais com o conjunto de legendas da base parlamentar do Governo. A negociação no atacado não deu certo, então se partirá para acordos no varejo, disse.
Segundo Albuquerque, a liberação de verbas para as emendas parlamentares foi apenas um pano de fundo para outras insatisfações dos partidos da base, sendo que cada legenda tem reivindicações próprias. Algumas querem mais espaço no Governo, outras discordam da Reforma Política em curso e outras não aceitam a possibilidade de votação da emenda da reeleição das Mesas do Congresso, explicou.
A expectativa do vice-líder é de que a nova estratégia de negociação permita a retomada das votações já na próxima semana. É preciso limpar a pauta, alertou, pois a obstrução já superou todos os limites.
Oposição quer votar
O líder do PFL, deputado José Carlos Aleluia (BA), acusou a base governista pela obstrução e garantiu que a Oposição quer votar. Ele disse que é preciso limpar a pauta para evitar uma convocação extraordinária do Congresso. Seria uma agressão à sociedade pagar pelo trabalho que poderia estar sendo feito agora.
Aleluia elogiou a decisão do presidente da Casa, João Paulo Cunha, de apresentar uma pauta de votações para este final de ano. Para ele, a lista de matérias, embora bem feita, é um pouco ambiciosa, o que deve levar a Casa a eleger prioridades para votação.
Reportagem Alexandre Pôrto
Edição Rejane Oliveira
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