O presidente João Paulo Cunha descartou a convocação extraordinária do Congresso no fim do ano, já que acredita na retomada das votações. Ele lembrou que o Governo tem atendido a todas as reivindicações dos parlamentares, e que o próprio julgamento da opinião pública vai pressionar os deputados a desobstruir as votações.
O presidente disse que a Câmara está ficando com uma dívida com a sociedade. E nós vamos ter que pagar essa dívida. A minha impressão é que assim que nós conseguirmos começar a votar, nós vamos ter que recuperar esse tempo perdido, e vamos votar todas as matérias que estão pendentes.
Negociações
O vice-líder do Governo, Beto Albuquerque (PSB-RS), também está confiante na retomada das votações. Ele informou que a liderança do Governo decidiu negociar separadamente com cada partido da Base Aliada, para vencer as resistências e desobstruir a pauta. "O que ficou evidente é que as emendas, que são legítimas e direitos legais dos parlamentares, foram apenas pano de fundo para outros problemas. Cada partido com seu problema. Alguns querendo mais espaço no governo, outros discordando da Reforma Política e outros com discordâncias quanto à possibilidade de votar ou não a emenda da reeleição.
Ele acredita que negociar conjuntamente com todos os partidos, quando os problemas são distintos foi uma estratégia errada. Agora vamos tratar partido por partido para ver quais são os problemas de cada um. Mas o ambiente é de concórdia e tendo esse ambiente nós vamos retomar a votação e exercer o direito de maioria que o Governo aqui tem".
Oposição
O líder do PFL, deputado José Carlos Aleluia (BA), reafirmou que o fato de a Câmara só ter votado uma medida provisória esta semana é culpa da Base do Governo. Ele disse que é preciso limpar a pauta para evitar uma convocação extraordinária do Congresso. "Seria uma agressão à sociedade pagar pelo trabalho que poderia estar sendo feito agora". Ele garantiu que a Oposição vai estar em plenário na semana que vem disposta a votar.
Aleluia elogiou a decisão do presidente da Casa, João Paulo Cunha, de apresentar uma pauta de votações para este final de ano. Para ele, a lista de matérias, embora bem feita, é "um pouco ambiciosa", o que deve levar a Casa a eleger prioridades para votação.
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Reportagem - Alexandre Pôrto
Edição - Ana Felícia
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