Trinta e cinco entidades da sociedade civil reivindicaram, nesta quinta-feira, mais dinheiro para os gastos sociais e maior transparência na divulgação de dados sobre a elaboração do orçamento federal, para permitir a participação da sociedade no monitoramento dos gastos públicos. Elas participaram do seminário sobre Política Fiscal e o Orçamento Público, promovido na Câmara.
Durante a abertura do evento, quatro entidades entregaram análises e críticas ao modelo de desenvolvimento e à atual política fiscal ao presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Bernardo (PT-PR). As entidades Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Instituto de Estudos Socioeconômicos, Grupo de Estudos e Pesquisas em Seguridade Social e Trabalho da UnB e Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal condenam o modelo orçamentário adotado pelo Governo, que prioriza o pagamento dos juros da dívida em detrimento das políticas sociais.
Para a representante do Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc), Selene Nunes, uma das palestrantes do seminário, o orçamento público não é apenas uma peça técnica para o controle social dos gastos públicos, mas um instrumento fundamental de devolução para a sociedade de parte da riqueza produzida pelo trabalho.
A secretária-executiva do Fórum Brasil do Orçamento, Gilda Cabral, também defendeu a necessidade dos movimentos sociais terem acesso às informações e mais participação sobre o processo de planejamento orçamentário do País.
Além de representantes das entidades ligados ao Fórum, participaram do debate parlamentares, consultores da Câmara e do Senado e professores da Universidade de Brasília.
Reportagem Carmem Fortes
Edição - Patricia Roedel
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