Ao saírem há pouco de reunião com o presidente João Paulo Cunha, os líderes do PSDB, Custódio Mattos (MG), e do PFL, José Carlos Aleluia (BA), descartaram a retomada das votações hoje pelo Plenário e voltaram a responsabilizar o Executivo pelo trancamento da pauta e pelo excesso de medidas provisórias. Segundo os dois líderes da Oposição, o presidente João Paulo aguarda que as emendas parlamentares apareçam empenhadas no Siaf amanhã, o que poderá permitir à base do Governo retomar as votações.
"Só poderemos negociar com o Governo quando ele colocar seu time em campo", disseram os dois líderes da Oposição. Eles informaram que PSDB e PFL mantém as mesmas reivindicações:
- a rejeição da MP que dá status de ministro ao presidente do Banco Central, para que o mérito do assunto venha a ser discutido posteriormente, na forma de uma futura proposta de emenda à Constituição (PEC); e
- prioridade para o projeto de lei que cria o Conselho Federal do Jornalismo (CFJ), para que ele seja rejeitado.
Crédito para a agricultura
Aleluia minimizou a não aprovação da MP que abre crédito extraordinário para o Ministério da Agricultura, que perde a validade amanhã. Segundo Aleluia, não haverá problema, porque o Congresso Nacional poderá aprovar um decreto legislativo regulando os efeitos da MP. O líder do PFL destacou que o fato da MP perder a validade provoca danos tanto à imagem do Congresso, que não foi capaz de aprová-la a tempo, como à imagem do Executivo, "que foi o grande responsável pela obstrução da pauta da Câmara, pelo excesso de MPs".
Custódio de Mattos, por sua vez, garantiu que tanto PFL como PSDB são contrários a qualquer nova convocação extraordinária do Congresso. O líder do PSDB esclareceu que este assunto não foi tratado na conversa com João Paulo Cunha.
Reportagem - Alexandre Porto
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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