Em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a Reforma Política, o deputado Inaldo Leitão (PL-PB) defendeu há pouco a tese, também defendida pela OAB, de que matérias com mudanças relevantes para o País, como é o caso da Reforma Política, tenham obrigatoriamente de ser aprovadas por plebiscitos. Leitão acredita também que o financiamento público não vai acabar com o abuso de poder econômico nas campanhas eleitorais.
O deputado Fernando Coruja (PPS-SC) disse ter dúvidas sobre se a população quer mudar a forma de eleger seus representantes. Coruja defendeu uma transição mais lenta entre o modelo eleitoral atual e o proposto.
Autonomia aos partidos
Já o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) considera que a Reforma vai contribuir para tornar o processo político mais transparente. Ele sugeriu que o relator, deputado Rubens Otoni (PT-GO), acate a proposta do ministro Nelson Jobim de deixar os partidos políticos decidirem com autonomia a forma como serão escolhidos os nomes da lista fechada.
Reportagem - Maria Lúcia Sigmaringa
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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