O presidente da República Popular da China, Hu Jintao, participou, nesta sexta-feira (12), de sessão solene conjunta, no plenário do Senado, que contou com a presença de diversos líderes partidários e ministros de Estado. Hu Jintao abordou, em seu pronunciamento, a relação Brasil-China e o crescimento econômico de seu país e defendeu uma ação conjunta dos dois países pela paz global. A China já manifestou apoio à reivindicação do Brasil de integrar em caráter permanente o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Ele enfatizou que o intercâmbio entre os dois países é uma forma de incrementar o conhecimento mútuo e contribuir para a promoção do desenvolvimento conjunto. Em sua análise, não só o Brasil, mas os países da América Latina, em geral, têm enorme potencialidade para o crescimento de suas economias. "A China e a América nunca estiveram tão ligadas. Amanhã estaremos ainda mais ligados nessa grande causa de construir um bem estar para nossos povos e promover a paz entre o mundo inteiro", declarou.
Reformas
As reformas promovidas pelos países da América Latina foram destacadas pelo líder chinês que revelou que este é o melhor caminho para se alcançar o desenvolvimento. Ele comparou essa reformas com a iniciada pela China, há 25 anos, quando abriu sua economia, e que resultou em um crescimento acelerado que avançou em todos os setores.
Riqueza cultural
Ao lembrar que há 30 anos iniciavam-se as relações diplomáticas entre Brasil e China, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, destacou que a importância do país asiático no cenário internacional não pode ser medida apenas pelo seu desenvolvimento econômico, mas também pelo valor da cultura de seu povo, na qual se distinguem a literatura, as artes plásticas, a música, o canto, o teatro e a dança. "A China tem uma riqueza humana que tem por alicerces a sabedoria e a elevação espiritual", destacou.
Posições comuns
João Paulo lembrou, em seu pronunciamento, o apoio do Brasil e da China à Organização das Nações Unidas (ONU), como fórum legítimo das políticas globais pela paz. Ele também ressaltou a opinião comum dos dois países sobre a necessidade de reforma da ONU, incluído o Conselho de Segurança da instituição, para torná-lo mais representativo e democrático.
João Paulo Cunha lembrou ainda as iniciativas do Congresso Nacional no estreitamento de relações entre os dois países e disse que a instituição do Grupo Parlamentar Brasil-China demonstra o interesse dos parlamentares no assunto.
Ele afirmou que o desenvolvimento econômico da China marcará a segunda metade do século XX na história da humanidade". Ele lembrou que, nos últimos 25 anos, o Produto Interno Bruto da China passou de U$ 147,3 bilhões para U$ 1,4 trilhão, com uma previsão de alcançar, em 2020, U$ 4 trilhões.
O presidente da Câmara ressaltou também que, desde 2002, a China é o maior importador asiático de produtos brasileiros; e que, desde 2003, é o terceiro maior mercado para a produção industrial do País. A China tem um crescimento anual em sua economia de 9,4%, em média.
Iniciativa pioneira
O presidente do Congresso, José Sarney, manifestou sua admiração pelo país asiático e revelou ter sido, ele, o primeiro presidente do País a visitar a China, em 1988 e lembrou que já naquela ocasião defendia o estreitamento entre as relações dos dois países. "É uma honra receber na Casa uma delegação tão expressiva, o que é a prova de que nossos esforços de estreitamento de amizades estão frutificando e que nossas almas e desejos estão a altura de sentimentos tão nobres", declarou.
Líder do Governo elogia abertura econômica da China
Reportagem - Marcus Vinicius Almeida
Edição Paulo Cesar Santos
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