Dos 800 milhões de analfabetos absolutos existentes no mundo com idade acima de 15 anos, 14.948 milhões estão no Brasil, segundo relatório divulgado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O número equivale a 8% da população brasileira e vem caindo a cada ano. A taxa de analfabetismo entre jovens e adultos caiu de 17,2%, em 1992, para 11,8% em 2002.
Apesar de 92% da população estarem teoricamente alfabetizados, a qualidade desse trabalho é questionada. De acordo com o Censo de 2000 realizado pelo IBGE, 29,4% dos brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, não conseguem compreender sentenças simples. Dados da Unesco são mais críticos: a organização alerta que 55,4% das crianças brasileiras da quarta série têm péssimo desempenho na leitura.
O Brasil, entre 127 países analisados pela Unesco, está na 72ª posição no que diz respeito à qualidade de ensino. Na educação primária universal, está em 32º lugar e, na alfabetização de adultos, em 67º. Na taxa de permanência de alunos até a 5ª série, o Brasil está 87º lugar.
Na Câmara, tramitam projetos de lei que têm como objetivo mudar essa realidade muitos deles voltados para o público adulto. Lembrando o Dia Nacional da Alfabetização, que será comemorado no próximo 15, a Agência Câmara publica matéria especial com as principais propostas que tramitam na Casa sobre o tema.
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Reportagem - Mauren Rojahn
Edição - Patricia Roedel
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