A assessora especial do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, afirmou que há consenso dentro do Governo sobre a necessidade de se implementar uma política de médio e longo prazo de recomposição do salário mínimo. Ela participa, na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, do Ciclo de Debates que discute o impacto do salário mínimo na economia brasileira.
Citando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (PNAD), Montagner informou que 9% da população brasileira dependem direta ou indiretamente do salário mínimo. Das 79,2 milhões de pessoas que compõem a população economicamente ativa (PEA), 7,5 milhões recebem um salário mínimo, sendo que a região Nordeste apresenta a pior situação - 67% da PEA recebem apenas um salário mínimo. A maior proporção está entre os jovens de 16 a 24 anos e mulheres, em sua maioria atuando como empregados domésticos e autônomos. Ainda segundo o PNAD, 58% dos aposentados - 6,1 milhões, recebem um salário-mínimo. Dados de 2003 do Seguro-Desemprego indicam que, dos 5 milhões de beneficiados, 22% recebiam um salário mínimo.
Embora reconheça que o salário mínimo no País é baixo, Paula Montagner lembra que esse é o único segmento que consegue preservar o poder de compra.
Reportagem - Mauren Rojahn
Edição Cid Queiroz
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