A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou nesta semana o Projeto de Lei 1812/99, que prevê o fim do horário de verão nas regiões Norte e Nordeste, à exceção do estado da Bahia. O horário de verão vigora no País desde 1986.
O autor da proposta, deputado Roberto Pessoa (PL-CE), afirma que alterar a hora convencional para adaptá-la à hora astronômica, como medida de economia de energia, faz sentido apenas nas altas latitudes. "Além disso, o comportamento do povo brasileiro durante o período do apagão mostra que, para economizar uns míseros décimos por cento no consumo de energia elétrica, o apelo à racionalização é mais eficaz e mais civilizado", argumenta.
O deputado afirma ainda que a economia de energia com o horário de verão se perde, em parte, com os gastos extras do setor público com a área de Saúde - uma vez que, em razão de cansaço e de mudanças no relógio biológico, o novo horário facilita acidentes de trânsito, acidentes trabalhistas e mesmo doenças. Além disso, o novo horário reduz a produtividade dos trabalhadores.
Parecer pela aprovação
O relator da proposta na Comissão, deputado Osório Adriano (PFL-DF), defendeu sua aprovação. Em seu parecer, Adriano lembra que o Governo, sensibilizado pelas manifestações dos políticos das regiões que se sentem prejudicadas pelo sistema, tem adotado o horário de verão prioritariamente no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, preservando da medida as regiões Norte e Nordeste.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo , ainda será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Da Redação/RO
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25 de outubro de 2008 as 09:21
Tenho alternativa bem mais lógica e mais eficaz para o governo promover verdadeira econonomia de energia.
Já está bem claro que para as pessoas em geral o horário de verão não traz economia nenhuma, muito pelo contrario
traz é muito prejuizo à saúde e ao bem estar.
Vamos estudar ocaso: "O governo alega que com o horário de verão as pessoas vão acender as luzes mais tarde, quando
já terão tomado banho. A suposta economia se daria por um pequeno atraso (apenas uma hora) no acender das luzes, ou seja,
vamos desprezar o bem estar e até mesmo a saúde pela economia de uma hora de luzes acesas? Então o problema para
o governo é uma hora de luzes acesas? O problema são as luzes? Porque não tomar uma iniciativa para economizar o tempo todo?"
Todos sabem que as lâmpadas eletrônicas economizam até 80% de energia. Acredito que até alguns técnicos do governo ( algum
mais bem informado, deve ter) sabem disso. Então porque o governo não promove um uso em massa dessas lâmpadas?
Várias