Os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Machado, deverão participar de audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Econômico Regional, após o fim do recesso parlamentar, para debater a disponibilidade de recursos para ações de sustentabilidade do desenvolvimento da Amazônia e para atividades constantes dos novos planos de Governo para a região.
Investimento em energia
A audiência atende solicitação do deputado Carlos Souza (PP-AM). Ele lembra que o documento "Potencialidades e Alternativas Energéticas para a Região Amazônica", de autoria da Subcomissão de Energia da Comissão da Amazônia e relatado pelo deputado Miguel de Souza (PL-RO), aponta "a necessidade urgente de efetuar significativos investimentos para dotar a Região Amazônica da energia de que necessita".
Por isso, de acordo com Carlos Souza, é necessário investigar a efetiva disponibilidade de recursos para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, "à luz do que recomendam os novos planos do Governo para a região e conforme recomenda o relatório da Subcomissão".
Questão ambiental
Aprovado em 2003, o documento foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como proposta do Parlamento sobre a questão energética na região. O relator Miguel de Souza também considerou a questão ambiental. "Não devemos esquecer que a Amazônia possui a maior riqueza natural do País, o que sugere a conservação da Floresta Amazônica", afirma o deputado, ao considerar inadmissível que aproximadamente 30% da população da Amazônia não tenham acesso à energia elétrica.
No relatório, o deputado sugere que o rio Madeira seja usado como fonte de energia hidrelétrica. "Poderemos assim disponibilizar o acesso à energia para as famílias ribeirinhas", diz ele.
O novo modelo energético em debate prevê a construção das termoelétricas de Belo Monte e Rio Madeira. Quanto à mudança da matriz energética com o uso de gás natural, fica apontada a utilização dos gasodutos Urucu-Manaus e Urucu-Porto Velho. A construção da linha de transmissão, ligando Rondônia ao Mato Grosso - o famoso linhão - também faz parte dos estudos.
Miguel de Souza acredita que as três alternativas energéticas poderão cobrir as necessidades da população e suprir as carências energéticas de toda a Amazônia.
Da Redação/LCP
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