A renovação do acordo entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciado ontem pelo governo, foi definido pelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha, como inédito na relação entre o FMI e os países membros. Pela primeira vez, o Fundo fez um acordo nesses termos com um país que está bem, afirmou, referindo-se à melhoria dos índices econômicos apresentados pelo Brasil, como a queda da inflação, do dólar, das taxas de juro e do risco país. Ontem à noite, o presidente da Câmara reuniu a bancada do PT em jantar na residência oficial para que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, fizesse uma exposição sobre as bases do acordo que será assinado com o FMI.
O ministro afirmou que os indicadores mais recentes mostram que a economia já voltou a crescer, citando como exemplo a recuperação da indústria, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo relatou Palocci, há chances de que o país cresça entre 0,8% e 1% este ano, superando a previsão de 0,5% do PIB. O ministro garantiu ainda que, mesmo com o acordo, quem decide os rumos da política econômica é o governo brasileiro, não havendo nenhum monitoramento do FMI nesse sentido; e que as metas acertadas não impedirão a retomada do crescimento no país.
Reportagem Rosalva Nunes
Edição - Paulo Cesar Santos
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