Foi aberta nesta segunda-feira, no estacionamento do anexo dois da Câmara, a exposição "O Biodiesel e a Inclusão Social", promovida pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara. Participam os ministérios da Agricultura, Minas e Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, a Petrobras, a Embrapa, as universidades federais do Rio de Janeiro e do Ceará, e empresas de pesquisa privada.
O objetivo é discutir a criação de uma política nacional de produção de diesel vegetal, um combustível renovável, que aumenta a durabilidade do motor e reduz, consideravelmente, a emissão de poluentes na atmosfera.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
O potencial do biodiesel para a geração de empregos, em especial no campo, é uma das principais vantagens apontadas pelos parlamentares e técnicos que pesquisam o novo combustível. De acordo com o deputado Ariosto Holanda (PSDB-CE), que nesta semana vai apresentar à Câmara uma proposta para viabilizar a produção nacional de diesel vegetal, só na zona rural seriam gerados empregos para mais de 1 milhão e 200 mil famílias.
"De repente, nós temos um programa que pode colocar no mercado de trabalho mais de seis milhões de pessoas; uma família que vier só a produzir mamona terá uma renda mínima de R$ 500,00 por mês, uma fortuna no nosso sertão", prevê o deputado.
MOMENTO POLÍTICO
Ele destaca a importância do momento político para a consolidação do biodiesel no Brasil. Tanto o Executivo como o Legislativo, observa Holanda, concordam que é preciso investir na produção de combustível vegetal, até mesmo para tentar reduzir os gastos anuais com a importação de quase 6 bilhões de litros de diesel mineral, que custam cerca de 1 bilhão e 200 mil dólares.
Entre os produtos expostos estão uma mini-usina de processamento de sementes, desenvolvida pela Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Governo do Ceará; um ônibus movido a biodiesel, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e que já circula pelas ruas da capital fluminense; um equipamento patenteado pela Embrapa que extrai o combustível vegetal diretamente da semente.
VIDEOCONFERÊNCIA
O engenheiro Elias de Freitas Júnior, um dos responsáveis pela pesquisa, garante que a agricultura brasileira está preparada para investir na produção das sementes oleaginosas, como a mamona, o babaçu e a soja.
"O agronegócio tem capacidade de responder muito rápido a essa demanda. Havendo políticas públicas e um programa bem traçado, o agronegócio tem condições de, em pouco tempo, atender qualquer demanda. O potencial - que é a terra - nós temos", diz o engenheiro.
Nesta quarta feira (5), o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara promove uma videoconferência para discutir o conhecimento científico referente à produção do óleo combustível vegetal. Vão participar Assembléias Legislativas e universidades de vários estados.
Reportagem - Giulianno Cartaxo
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Exposição sobre o biodiesel já está aberta na Câmara"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.