Nenhum dos depoentes aguardados pelos parlamentares da CPI da Pirataria compareceu à audiência pública prevista para a última sexta-feira, em São Paulo.
Um dos depoimentos mais esperados era o do delegado da Polícia Civil Ettore Capalbo Sobrinho, que foi citado por dois policiais ouvidos pela CPI. A ausência do depoente foi justificada por seu advogado, que alegou que seu cliente está de férias.
Os outros depoentes, sócios de empresas importadoras, também não compareceram nem foram localizados. Mas os deputados decidiram insistir nas convocações e, se for preciso, farão com que eles sejam conduzidos à força.
MAGISTRATURA
Os parlamentares da CPI decidiram investigar também membros da magistratura. Segundo o deputado Rubinelli (PT-SP), essa nova fase deve começar já na próxima semana. "Acreditamos ser possível que alguns juízes estejam envolvidos na liberação de grandes quantidades de cargas apreendidas, de contrabando. E vamos apurar isso com força total, chegue aonde chegar. Já constatamos o envolvimento de policiais militares e policiais civis e, se constatarmos o envolvimento de integrantes da magistratura, a CPI vai agir de forma dura".
CERVEJARIA CONTI
Na semana passada, os deputados tomaram depoimentos de quatro integrantes da família proprietária da cervejaria Conti. O deputado Rubinelli explicou que havia denúncias de que a empresa poderia ter sido comprada por Roberto Eleutério da Silva, conhecido como Lobão, que está preso e é acusado de ser um dos maiores contrabandistas de cigarro do País.
Ainda segundo Rubinelli, o depoimento de Gerson Conti, o dono da cervejaria, não foi muito esclarecedor. Ele teria admitido que exporta 30 mil caixas de cerveja todo mês para o Paraguai, mas desconhece o nome do comprador naquele país.
Reportagem Sâmia Mendes
Edição Patricia Roedel
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