A CPI Pirataria acabou há pouco de ouvir o dono da empresa Le Mond Comércio, Importação e Exportação, Boutros Sarkis Mezher. A empresa, de Ponta Porã (MS), é suspeita de sonegação fiscal e de simular a exportação de bebidas.
Boutros informou que, de 1999 até hoje, em cinco anos de funcionamento, a exportadora possui um único cliente no Paraguai, a Mônaco Exportação e Importação, ao qual fornece 30 mil caixas de cerveja por mês, obtendo um faturamento de R$ 150 mil. Ele informou também que toda a cerveja é comprada da cervejaria Conti. Para fazer a entrega no Paraguai, a Le Mond contrata 50 fretes de caminhão por mês, ao custo de R$ 1054,00 cada.
Os deputados da CPI consideraram esses números desencontrados, porque a Le Mond estaria comprando a cerveja da Conti por cerca de R$ 300 mil por mês, e pagando de frete cerca de R$ 50 mil ao mês, o que soma R$ 350 mil, para faturar apenas R$ 150 mil.
Por isso, a CPI exigiu de Sarkis Mezher que envie, em 15 dias, toda a documentação e contabilidade da empresa. Caso contrário, a CPI pedirá a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa e do empresário.
Neste momento, a CPI está ouvindo Victor Vinicius de Bacelar e Cunha, da exportadora e importadora Topázio.
Reportagem - Carmem Fortes
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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