A partir desta terça-feira, Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher, organizações feministas de 127 países realizam a "Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência de Gênero". A campanha aponta a violência contra as mulheres como violação aos direitos humanos. E, neste ano, aborda também o racismo e o crescimento da infecção pelo HIV/Aids entre as mulheres. A "Campanha dos 16 Dias" é promovida pela Bancada Feminina do Congresso Nacional, pelas organizações não-governamentais Agende e Cladem-Brasil, e pelo Unifem, Fundo das Nações Unidas para a Mulher.
A diretora-executiva da Agende, Marlene Libardoni, informa que várias ações serão desenvolvidas nos legislativos e executivos, nos movimentos de mulheres e junto aos meios de comunicação social. O objetivo é mostrar à sociedade que a violência pode ser não apenas física e sexual. "A violência psicológica, no nosso entendimento, é a mais grave porque ela faz parte de uma normalidade, ela é vista como um padrão".
Vídeos e CDs
Marlene Libardoni informa que foram distribuídos mil CDs e 200 fitas-cassete, com cinco spots sobre o tema, para veículos de comunicação social do País.
No Congresso Nacional, a Bancada Feminina realiza no plenário do Senado sessão solene, nesta terça-feira, com a presença da ministra de Gênero do Canadá, Jean Augustine, e o diretor da novela "Mulheres Apaixonadas", da TV Globo, Ricardo Waddington. Antes, as deputadas e senadoras promovem a abertura de exposição sobre violência contra a mulher, no Senado Galeria.
Reportagem Márcia Brandão
Edição - Paulo Cesar Santos
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