A Frente Parlamentar de Silvicultura anunciou não estar de acordo com o teor do projeto de lei sobre preservação e proteção da Mata Atlântica, que está para ser votado pelo Plenário. Segundo a Frente, o projeto "amplia drasticamente as áreas de preservação, reduzindo cultivos e coberturas reflorestadas".
O texto que está para ser votado, em regime de urgência, é o substitutivo da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias aos Projetos de Lei 285/99, do ex-deputado, e atual ministro do Trabalho, Jaques Wagner (PT-BA); 635/95, do ex-deputado Rivaldo Macari (PMDB-SC); e 69/95, do também ex-deputado Hugo Biehl (PPB-SC).
PREJUÍZO
A Frente alega que o projeto vai prejudicar 2,5 milhões de trabalhadores. "A proposta é unilateral porque altera muito a demarcação, passa a incluir como Mata Atlântica áreas antes excluídas e prejudica a atividade econômica", afirma a Frente, que ressalta não ser contra o projeto, e apenas deseja alterá-lo "para que possa aliar a proteção ambiental ao desenvolvimento econômico".
O coordenador da Frente, deputado Gervásio Silva (PFL-SC), acusa o Governo federal de ter descumprido um acordo que previa a formação de um grupo de trabalho para harmonizar ecologia e progresso econômico.
Também integram a Frente os deputados Francisco Dornelles (PP-RJ), José Carlos Aleluia (PFL-BA), José Carlos Araújo (PFL-BA), Julio Semeghini (PSDB-SP), Patrus Ananias (PT-MG) e Ronaldo Vasconcellos (PTB-MG), entre outros.
Da Redação/LCP
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