Existem no Brasil mais de 20 milhões de armas circulando ilegalmente e cerca de 2 milhões registradas. No Distrito Federal, 85% dos homicídios são praticados com arma de fogo de origem nacional, com calibre 38.
Esses dados foram apresentados hoje pelos policiais e peritos criminais que participam do seminário da Comissão de Segurança Pública sobre a importância da prova pericial no combate ao crime.
CONTROLE
O diretor do Instituto de Criminalística do DF, Celso Nenevê, defende o controle das armas de fogo através da criação de um banco de dados nacional como uma das alternativas para o combate ao tráfico de armas. Ele afirma que a falta de controle permite o comércio ilegal e facilita o acesso dos criminosos às armas. Nenevê explica que, como não existe um sistema nacional de identificação de armas, o trabalho de balística (estudo sobre o disparo da arma de fogo) fica prejudicado e dificulta a investigação dos crimes. "A balística pode identificar as armas usadas, cadastrá-las em um banco de dados nacional, analisar crimes não relacionados e, inclusive, dizer o caminho que uma bala tomou desde a sua produção até o crime, desvendando os mecanismos do tráfico de armas. Em países que adotaram esse sistema, reduziu-se a criminalidade", afirmou.
O representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Edson Barroso, também defende um controle maior das armas de fogo. Ele explicou que o Governo está trabalhando para dotar as polícias de todos os Estados da infra-estrutura necessária para a utilização da balística como parte fundamental no trabalho da perícia criminal.
A coordenadora do Seminário, deputada Iriny Lopes (PT-ES), enfatizou a necessidade do fortalecimento técnico das polícias para enfrentar o crime.
O seminário está tendo prosseguimento agora à tarde.
Reportagem - Gizele Benitz
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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