Terminou há pouco a audiência pública da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste. Os deputados ouviram o delegado-corregedor da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Plácido Medeiros, que confirmou a existência de pelo menos três grupos criminosos que atuam sob a proteção da cúpula da Secretaria de Segurança do Estado. A esses grupos, são atribuídas mais de 60 mortes nos últimos dez anos.
A CPI também ouviu o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Segurança Privada, José Boaventura. Ele entregou relatório à comissão que aponta a existência de pelo menos 1,5 milhão de pessoas, que portam cerca de 100 mil armas irregulares, ocupadas em serviços de segurança privada. Esses serviços não estariam sendo fiscalizados pela Polícia Federal.
Boaventura relatou aos deputados que chegam todos os dias à sua confederação denúncias relacionando esses seguranças informais a ações do crime organizado. Entre outras atividades, eles atuam em milícias contratadas por fazendeiros em regiões de conflitos de terras no Norte e Nordeste.
O relator da comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB), disse que vai encaminhar à Polícia Federal pedido de esclarecimento sobre o funcionamento dos serviços de segurança privada.
Reportagem Giuliano Cartaxo
Edição - Rejane Oliveira
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