A Comissão Mista de Orçamento ouviu nesta quarta-feira, em audiência pública, o diretor financeiro da Petrobras, José Sérgio Gabrielli Azevedo, que veio falar sobre a reestruturação orçamentária da estatal no ano de 2003.
De acordo com ele, o orçamento autorizado pelo Congresso neste ano para a estatal aplicar em investimentos era de R$ 16,379 bilhões. A Petrobras, no entanto, precisou lançar mão de mais de R$ 1,705 bilhão recursos da própria empresa para fazer juz aos novos investimentos da estatal e corrigir a variação cambial.
Gabrielli pediu aos deputados a liberação desses recursos extras na forma de créditos suplementares aprovados pelo Congresso, já que o dinheiro será usado em projetos que vão permitir a ampliação da oferta de petróleo e gás e o aumento da capacidade das refinarias da estatal.
O diretor afirmou que a meta nacional da empresa é de atingir a autosuficiência em petróleo e derivados em 2006. A previsão é de que a empresa se torne exportadora em 2007, quando deverá estar produzindo 2,72 milhões de barris por dia. Ele informou também que a estatal vai investir 5 bilhões de dólares na expansão do refino nos próximos cinco anos, o que aumentaria a produção nacional em 200 mil barris por dia. Ele admitiu, porém, que essa meta pode ser alterada em caso de novas descobertas de óleo leve ou na hipótese de massificação do uso do gás natural, que substituiria o óleo diesel como combustível.
PROJETOS DE LADO
Gabrielli informou ainda que, mesmo com o aporte extra de recursos, a reestruturação financeira da empresa deixou de fora projetos prioritários previstos para este ano, como a construção de um gasoduto na Amazônia, que levaria o gás de Urucu para Manaus. Ele explicou aos parlamentares que o projeto foi adiado principalmente em razão da falta de estudos de impactos ambientais.
O vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento, Pauderney Avelino (PFL-AM), lamentou que seu estado tenha sido prejudicado. Esse gasoduto é necessário é urgente. Lamento que a decisão da Petrobras tenha sido adiada, acho que é equivocada, disse.
Reportagem Carmem Fortes
Edição - Patricia Roedel
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