Teclado:

Direito 2 - Beta
Busca:   

Últimas da ACam

Economistas criticam renovação do acordo com FMI

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 12 de novembro de 2003
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  
Links Patrocinados

A renovação do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional sem que haja estrita necessidade é prejudicial à economia do País. A avaliação é do professor da Unicamp, Ricardo Carneiro, que participou nesta quarta-feira do seminário "Renovar com o FMI para quê?", promovido pela Frente Parlamentar em Defesa do Financiamento Público e da Soberania Nacional da Câmara.

O objetivo do seminário foi promover uma reflexão sobre as conseqüências de um novo acordo. O Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciou no início deste mês que, até dezembro, o acordo será renovado, o que desta vez garantirá ao Brasil o direito de sacar quatorze bilhões de dólares.

Para Ricardo Carneiro, o acordo amarra a política econômica do Governo a um modelo de política que não tem mostrado bons resultados. "O fato de não renovarmos o acordo daria uma possibilidade de ampliar os gastos sociais, porque não seria necessário realizar um superávit primário tão elevado", pondera.

Na opinião do professor de Economia da UFRJ César Benjamim, com a assinatura o País perderá a oportunidade de alterar a política econômica, que, no início do Governo, era anunciada como transitória. A função do acordo é estabelecer de papel passado, tanto para a comunidade internacional quanto para a sociedade brasileira, que a política econômica será mantida, e isso é muito ruim, porque vamos congelar o que está aí. O FMI é uma espécie de UTI do sistema internacional: só países que estão na iminência de decretar moratória recorrem o FMI, o que não é o caso do Brasil", analisa.

Para o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Financiamento Público e da Soberania Nacional, composta por 62 parlamentares, deputado Ivan Valente (PT-SP), o FMI monitora a economia brasileira impondo sacrifícios desnecessários à Nação. "Uma coisa era mantermos os contratos firmados pelo governo anterior. Mas agora trata-se de uma iniciativa do próprio Governo, e entendemos que isso aprofunda a dependência do País, criando imposições continuístas à política econômica", afirma, criticando o governo de seu partido.

Na semana passada, um grupo de parlamentares apresentou um abaixo-assinado de parlamentares contra o acordo. Segundo o deputado Ivan, o documento já conta com 45 assinaturas.

Reportagem Lucélia Cristina

 

 Link para a página original


0 pessoas comentaram a notícia "Economistas criticam renovação do acordo com FMI"

    Deixe o seu comentário

    Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

    Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

     Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


    * Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.
    Recomende esta página   Imprimir esta página
    © 1999 - 2008 Direito2.com.br® alguns direitos reservados.
    Termos de Uso - Privacidade - Alerta - Informar Bug - Acessibilidade

    Todo o conteúdo poderá ser copiado desde que devidamente identificada a origem.
    Processada em 6.828s
    Brasil
    Aprovado - Acessibilidade Brasil
    NAC: C976D GKG2G
    Veja meus vizinhos na Internet
    Valid XHTML 1.1
    Valid CSS!
    Any Browser
    W3 Table Less
    WeZ Stats