Representantes de várias centrais sindicais defenderam nesta terça-feira, em seminário promovido pelas lideranças do PCdoB e do PSB, uma redução "rápida e abrangente" da jornada de trabalho, sem redução salarial, como alternativa para aumentar a oferta de empregos. Para os sindicalistas, a medida poderá gerar cerca de três milhões de empregos diretos. Sem a redução, advertem as centrais, as empresas poderão substituir novas contratações por inovações tecnológicas.
O seminário discutiu a proposta de emenda à Constituição (PEC) do líder do PCdoB, deputado Inácio Arruda (CE), e do ex-deputado e hoje senador Paulo Paim (PT-RS), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, e depois, gradativamente, para 35 horas.
MOBILIZAÇÃO SIMPÁTICA
A PEC já teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, e agora será analisada por uma comissão especial da Câmara, a ser criada em breve. Segundo Inácio Arruda, a proposta, se aprovada, causará um efeito importante no aumento do consumo e no fortalecimento do mercado interno.
O deputado alerta, contudo, que a vontade política do Governo e o apoio das centrais sindicais não são suficientes para a aprovação da matéria pelo Congresso Nacional. "É preciso uma farta mobilização, e para as centrais sindicais essa é uma luta muito simpática, porque elas saem da reivindicação mais imediata, em favor dos que estão trabalhando, para defender os que estão fora dos sindicatos, os desempregados", observou o deputado.
Reportagem Márcio Salema e Paulo André
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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