É necessário que o Congresso Nacional discuta uma política de Estado para os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira pela professora da Universidade Federal do Paraná, Glacy Zancan, no seminário "Transgênicos, Meio Ambiente, Soberania, Ciência e Saúde", promovido pelo PCdoB e PSB.
Segundo Glacy, várias plantas entram no País sem serem monitoradas e disciplinadas. Outro problema citado pela pesquisadora é a entrada de pragas que precisam ser controladas pela vigilância sanitária. Para ela, se o País optar pelos OGM, é necessário fazer uma política para a proteção da biodiversidade nacional. "O País precisa de uma política estratégica para esse setor", defendeu.
LEI DE INCENTIVO
Já a assessora da Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Maria José Amsterdã, disse que o País necessita de uma lei que incentive a pesquisa. Ela defendeu ainda o aumento de recursos do setor para garantir a continuidade das pesquisas a longo prazo e ressaltou que a Empresa é um baluarte na implementação da Biotecnologia.
O assessor em agricultura alternativa, Jean Marc Von Der Weid, criticou a liberação comercial dos produtos transgênicos sem uma pesquisa de risco ambiental e de saúde. "O Governo deve ter prudência. A ciência não domina suficientemente a transgenia para poder garantir a segurança alimentar e do meio ambiente", afirmou. No encerramento, o Líder do PCdoB, deputado Inácio Arruda (CE), avaliou que houve um consenso para que a legislação promova a investigação e estudo nos organismos geneticamente modificados (OGM). "A pesquisa tem de ser tratada como investimento e não como despesa', afirmou.
Leia sobre os debates que ocorreram pela manhã
Reportagem Daniel Cruz
Edição Ana Felícia
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