A contrário do que noticiamos, a Rede Record vai acompanhar eventuais auxílios concedidos por programas do Governo às empresas de comunicação do país e não aplicação de verba publicitárias. O anúncio foi feito pelo presidente da emissora, Dennis Munhoz, durante a última reunião do ano do Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Poder Legislativo.
Ele explicou que a intenção da Rede Record é acompanhar a implantação e execução do Pró-Mídia, projeto em estudo para o socorro de empresas do setor de informação com recursos do BNDES. Dennis Munhoz reconhece que o país tem muitas empresas de comunicação que necessitam de ajuda, já que o "bolo publicitário" não cresce há cerca de 5 anos, mas considera importante que nenhuma empresa seja beneficiada indevidamente.
PROGRAMAÇÃO REGIONAL
Durante a reunião, o empresário apresentou um balanço dos trabalhos realizados pela Record neste ano e afirmou que a emissora já se adaptou às regras do Projeto de Lei 256/91, de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que determina um percentual mínimo de regionalização da produção de TV. Segundo ele, a Record vem seguindo as exigências do projeto nas principais capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curibita. Apesar disso, ele defende a revisão da proposta, alegando que nem todas as emissoras têm condições de manter um percentual mínimo de produção local.
O projeto da deputada determina que rádios e TVs deverão destinar 30% de sua programação diária a programas culturais, artísticos e jornalísticos produzidos no local de funcionamento da emissora. No mínimo 15% desses programas deverão ser jornalísticos, e outros 15%, culturais, dos quais 5% devem ser de teledramaturgia.
A proposta prevê ainda que pelo menos metade da equipe de artistas, técnicos e jornalistas responsáveis pela programação residam no local há pelo menos dois anos antes de sua contratação.
Da Redação/PCS
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