A formação de quadros técnicos para administração da aviação civil e de pilotos pelas universidades brasileiras, planejamento integrado com as comunidades onde estão localizados os aeroportos e estímulo à formação de entidades que defendam os interesses dos usuários. Estas foram as principais sugestões apresentadas, nesta quinta-feira, pelo ex-secretário geral da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), brigadeiro Renato Pereira, durante a I Conferência Nacional dos Aeroportos. A OACI é uma entidade que fixa os padrões para a aviação civil em todo o mundo. O brigadeiro afirmou que o momento é oportuno para a construção de uma política para aviação civil e aeroportuária. "Os aeroportos são uma ferramenta das comunidades para que elas possam atingir seus objetivos econômicos e sociais ".
Participou também, da Conferência, o representante do Ministério da Defesa, Alex Castaldi. Ele afirmou que o Governo Federal quer implementar uma política de aviação civil com regulação para o mercado interno e voltado para a integração da América Latina no mercado internacional.
POLÍTICA DO SETOR
Segundo a presidente da subcomissão de Portos, Aeroportos e Aviação Civil, deputada Telma de Souza (PT/SP), o maior problema enfrentado hoje é a falta de uma política para o setor que integre todo o território nacional. Ela afirmou que a conferência vai recolher os resultados das reuniões realizadas durante o ano em oito cidades brasileiras com capacidade para desenvolver o setor aeroportuário - Guarulhos, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Belém, Vitória, Porto Alegre e Goiânia e discutir a criação da Agência Nacional da Aviação Civil e o Código Brasileiro da Aeronáutica.
AGÊNCIA DE AVIAÇÃO
O projeto de lei que cria a Agência Nacional da Aviação Civil e o Código Brasileiro da Aeronáutica (PL 3846/00) está parado na Câmara, aguardando sugestões.
Para Telma de Souza, "é um modelo de transporte que ainda não tem a evolução que deveria, há várias lacunas, há problemas desde a fusão das companhias até uma política clara de integração do território nacional".
O seminário continua até amanhã quando será apresentada a Carta de Brasília aos gestores aeroportuários e da aviação civil. Participam da Conferência, parlamentares, governo, empresários, aeroviários e especialistas do setor de aviação.
Reportagem - Gizele Benitz
Edição - Ana Felícia
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