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Sociedade Assistencial Obreiros de Rua

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 31 de dezembro de 2003
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A Sociedade Assistencial Obreiros de Rua, sediada no Gama (DF), presta assistência a pessoas e famílias carentes do Distrito Federal e Entorno, em especial a população de rua. Declarada de utilidade pública, tem como uma de suas principais atividades a recuperação e reabilitação de dependentes de drogas e álcool, para o que mantém uma chácara na zona rural do Gama. A chácara, que abriga 24 pessoas, precisa consolidar sua infra-estrutura para buscar a auto-sustentação. Quatro dos abrigados já foram recuperados e atuam como monitores.

Situada em um terreno de 20 mil m², a chácara possui diversas instalações, entre as quais escritório, dormitórios, refeitório, um galpão em fase de acabamento, pocilga, horta, galinheiro. Criam-se porcos, galinhas, gansos e peixes. Há ainda árvores frutíferas.

Mesmo com tantas benfeitorias, a propriedade tem ociosa boa parte de sua área, o que, considerando a sua localização rural, é um convite para o desenvolvimento de microprojetos de produção agrícola intensiva. O novo projeto teria duas finalidades: a geração de renda própria, tornando a chácara auto-sustentável; e o envolvimento dos recuperandos em uma jornada diária de trabalho.

Irmão Edvaldo, religioso evangélico responsável pela condução dos trabalhos, ele próprio um reabilitado, queixa-se da escassez dos recursos. Segundo informou, a casa arrecada apenas R$ 600 por mês, quando o gasto mensal é quase cinco vezes maior, girando em torno de R$ 2.600 mensais.

Uma das razões para o déficit está na inexistência de renda dos abrigados. Em tese, cada um (ou seu responsável ou família) deveria contribuir com R$ 200 mensais, mas apenas um deles pode fazê-lo. O que falta é suprido pelas doações recebidas, como 26 pães e 13 litros de leite por dia, verduras e legumes, obtidos junto à Ceasa.

A fim de fazer frente às despesas da casa, os obreiros estão projetando fabricar material de limpeza. Mas enquanto sabão, detergente e desinfetante não começam a ser produzidos e comercializados, a entidade continuará na dependência de doações, sendo que uma das necessidades mais sentidas diz respeito à perfuração de poço artesiano, já que a vazão da cisterna existente não é satisfatória. O poço artesiano, aliás, é condição indispensável para qualquer projeto de plantio que venha a ser feito.

 

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